25/5/2020
Apresentamos a seguir os Sete Sábios da Grécia Antiga. Esta lista inclui vários homens, particularmente os Sete Sábios, que parecem ter sido políticos práticos e fontes de sabedoria epigramática, em vez de pensadores ou filósofos especulativos no sentido moderno. Fazem parte do período Pré-Socrático da Filosofia Antiga.
Sólon (Atenas, 638 a.C. – 558 a.C.) foi um estadista, legislador e poeta grego antigo. Foi considerado pelos gregos como um dos sete sábios da Grécia antiga e, como poeta, compôs elegias morais-filosóficas. Em 594 a.C., iniciou uma reforma das estruturas social, política e econômica da pólis ateniense. Aristocrata de nascimento e membro de uma nobre e bela família arruinada em meio ao contexto de valorização dos bens móveis na pólis ateniense, Sólon se reconstituiu economicamente através da atividade comercial, passando depois a dedicar-se inteiramente à política. Fez reformas abrangentes, sem conceder aos grupos revolucionários e sem manter os privilégios dos eupátridas. Criou a Eclésia (Assembleia popular), da qual participavam todos os homens livres atenienses, filhos de pai e mãe atenienses e maiores de 30 anos. Por ocasião da entrada de Pisístrato na cena política ateniense, Sólon se retirou em exílio voluntário.
As máximas de Sólon de Atenas:
Quílon de Lacedemonia era filho de Damágeto, e viveu em direção ao início do século VI a.C. Heródoto fala dele como contemporário de Hipócrates, o pai de Pisístrato, e Diógenes Laércio declara que ele era um homem velho na 52ª Olimpíada (572 a.C.), quando estava no apogeu o fabulista Esopo, e que ele foi eleito éforo em Esparta na 56ª Olimpíada (556/5 a.C.). Alcidamas declarou que ele era um membro da assembléia espartana. Diógenes Laércio vai mesmo tão longe como clamar que Quilão foi também a primeira pessoa que introduziu o costume de unir-se os éforos aos reis como seus conselheiros. Diógenes informa que ele morreu devido ao excesso de alegria quando seu filho ganhou o prêmio de boxe nos Jogos olímpicos somado à fraqueza decorrente de sua idade avançada, e que seu funeral foi atendido por todos os gregos reunidos em assembléia no festival.
Diz-se que Quílon ajudou a sobrepujar a tirania em Sicião, que tornou-se um aliado espartano. Ele também é creditado com a mudança em política espartana levando ao desenvolvimento da Liga Peloponésia no século VI a.C.
Máximas de Quílon de Lacedemonia:
Atribui-se a Tales de Mileto a afirmação de que "todas as coisas estão cheias de deuses", o que talvez pode ser associado à ideia de que o imã tem vida, porque move o ferro. Essa afirmação representa não um retorno a concepções míticas, mas simplesmente a ideia de que o universo é dotado de animação, de que a matéria é viva (hilozoísmo). Além disso, elaborou uma teoria para explicar as inundações no Nilo, e atribui-se a Tales a solução de diversos problemas geométricos (exemplo: teorema de Tales). Tales viajou por várias regiões, inclusive o Egito, onde, segundo consta, calculou a altura de uma pirâmide a partir da proporção entre sua própria altura e o comprimento de sua sombra. Esse cálculo exprime o que, na geometria, até hoje se conhece como teorema de Tales.
Tales foi um dos filósofos que acreditava que as coisas têm por trás de si um princípio físico, material, chamado arché. Para Tales, o arché seria a água. Tales observou que o calor necessita de água, que o morto resseca, que a natureza é úmida, que os germens são úmidos, que os alimentos contêm seiva, e concluiu que o princípio de tudo era a água. Com essa afirmação deduz-se que a existência singular não possui autonomia alguma, apenas algo acidental, uma modificação. A existência singular é passageira, modifica-se. A água é um momento no todo em geral, um elemento.
Principais fragmentos:
Tales é apontado como um dos sete sábios da Grécia Antiga. Além disso, foi o fundador da Escola Jônica. Considerava a água como sendo a origem de todas as coisas, e seus seguidores, embora discordassem quanto à “substância primordial” (que constituía a essência do universo), concordavam com ele no que dizia a respeito da existência de um “princípio único" para essa natureza primordial.Entre os principais discípulos de Tales de Mileto merecem destaque: Anaxímenes que dizia ser o "ar" a substância primária; e Anaximandro, para quem os mundos eram infinitos em sua perpétua inter-relação.
As máximas de Tales de Mileto:
Bias (ou Brias) de Priene, filósofo do século VI a.C. é um dos sete sábios da Grécia e, em opinião de muitos, um dos mais destacados. Seus concidadãos o consultavam com frequência acerca de assuntos litigiosos e sempre se negou a empregar o seu talento em proveito da injustiça. Dizia preferir julgar entre inimigos que entre amigos, porque no primeiro caso estava seguro de ganhar, enquanto no segundo perderia.
Um dos exemplos de sua bondade é a lenda que estabelece que pagou um resgate por algumas mulheres que haviam sido capturadas. Depois de educá-las como suas próprias filhas, enviou-as de regresso a Messina, sua pátria.
As máximas de Bias de Priene:
Cleóbulo de Lindos (século VI a.C.) foi um dos Sete Sábios da Grécia, escreveu muitos enigmas em verso. Sua filha Eumetis ou Cleobulina também alcançou alguma notoriedade como autora de charadas em hexâmetros.
Cleóbulo, filho de Evágoras (ou Evágoro), era um cidadão de Lindos, em Rhodes. Clemente de Alexandria chama-o "rei dos líndios", e Plutarco fala dele como "o tirano". A carta citada por Diógenes Laércio, na qual Cleóbulo convida Sólon a ir para Lindos como um lugar de refúgio do tirano Pisístrato em Atenas, é sem dúvida uma falsificação posterior.
Também Cleóbulo disse ter estudado "filosofia" no Egito. Ele tinha uma filha chamada Cleobulina, que costumava compor enigmas em hexâmetro ver, que se dizia ser de não menos significância do que ele próprio. É dito, também, que ele viveu com a idade de setenta anos, e ter sido muito distinguido pelo seu vigor. Existe uma tumba de Cleóbulo em Lindos.
As máximas de Cleóbulo de Lindos:
Pítaco (640 a.C. - 568 a.C.) foi um estadista e legislador da Grécia Antiga, um dos Sete Sábios da Grécia. Filho de Hirrádio, era natural de Mitilene, e foi o general (estratego) daquela cidade que liderou seu exército à vitória na batalha contra os atenienses e seu comandante, Frínon. Como consequência desta vitória, os mitilenos dedicaram a Pítaco as mais altas glórias, e lhe concederam o poder supremo. Após dez anos de reinado se afastou voluntariamente do cargo.
As máximas de Pítaco de Mitilene:
Periandro (faleceu em 583 a.C.) foi o segundo tirano de Corinto; filho do primeiro tirano, Cípselo
Ele casou com Melissa, filha de Procles, tirano de Epidauro.
Um dos ditados dos gregos no século II d.C. é que havia sete homens sábios na Grécia, e Periandro era listado como um deles.
Segundo a obra Suda, Aristeas foi o autor de "Arimaspea", em 3 livros, que narravam uma viagem entre os Issedos (povo da Cítia) e também:
A viagem teria durado 6 anos, durante os quais Aristeas foi tido como morto pelo povo de Proconeso (de onde ele sumiu sem deixar rastros). Heródoto conta que, ao cabo dos 6 anos, ele retornou a Proconeso, porém desapareceu, outra vez, pouco tempo depois de haver regressado.
Amáxima de Periandro:
Fonte: Wikipédia
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